De onde você está, não sei o que vê. Talvez me veja de cima ou compartilhe meu espaço; mas sei que está por perto. Muito provavelmente porque quero que esteja. Espero e desejo que esteja.
Não pertence a mim agora. Pertence só a ele. Ao pai. Seu pai. Quando puder, venha visitá-lo. Não traga doces, flores ou incensos. Traga um mapa. Decodifique seu labirinto, coloque seus pés em movimento e desenrole-o do caracol.
Se puder, fique forte e visível e sussurre um beijo ou encoste seus pequenos dedos nas grandes mãos que, entrelaçadas, se limitam.
Levante a cabeça, que pesada de tanto uso, pende. Mostre ao seu coração, seu próprio reflexo. Apenas. Faça-o ver que a compaixão também é destinada a quem sente.
Ao passar-lhe os dedinhos pelo cabelo, não seja breve. Sente-se ao seu lado. Ouça o seu respirar. Distraia seu sofrer. Cante para ele canções de infância...
Cante por mim...
sexta-feira, 5 de junho de 2009
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