sábado, 12 de setembro de 2009

Do porquê das coisas

Eu normalmente levo algum tempo para tomar decisões. Não saberia dizer se é defeito ou qualidade. Demoro e ponto. Uns dizem que tem a ver com o signo: librianos são os eternos indecisos. Coincidência. E coincidências não alteram fatos. Mas fui confrontada com um: “Por que você faz isso?” e sou obrigada a dar uma resposta satisfatória. Alguns dias depois eu decidi que já estava na hora de começar a pensar nisso.
1- O “porque sim” é infinitamente sedutor.
2- E não ajuda nada.
3-“ Porque eu me importo”
4- “Porque eu sou sua mãe” não cabe dessa vez... infelizmente, já que é a versão adulta do “Porque sim”.
5- Aqui é onde o “então...” entra e você se perde.
É preciso que tome partido, que defenda seus interesses, que venda seu peixe, que proteja seu ego, seu orgulho e saia intacto. Nada disso combina com a verdade, não no meu caso.
Caught red handed in the act.
Sujou.
Gulp.
Vamos aos fatos. Eu realmente me importo, senão não estaria brava, me descabelando para fazer com que seja diferente, com que seja leve e gostoso. Estou tentando deixar coisas para trás, atitudes minhas, tentando ser mais desprendida, não dissecar tanto os detalhes, não estudar personalidades e atos como se fossem problemas. Meus problemas.
Estou me sentindo exausta. Spent seria uma boa tradução. Bagaço. Pó. Pobre de mim que tenho dormido mal, se durmo, pensando em curar meus próprios calos. Pobre de mim que não posso ouvir de novo uma nova versão do mesmo fato.
Eu quero mudanças! Quero boas notícias! Quero saber que tem problemas mas que tem capacidade de resolver... Mesmo que saiba ou tenha a impressão de que pede minha opinião para que eu me sinta útil. Ou pode ser que seja a única brecha que encontrou para entrar em contato com a exigente libriana. Eu não tenho respostas. Não essas.
Mas está aqui uma vontade enorme de fazer as coisas funcionarem, de ter prazer em pequenos diálogos, em pequenos encontros. Reais. Virtuais. De não olhar para trás até uma distância segura, estátuas de sal sempre me impressionaram. De mostrar que minhas respostas a problemas simples são tão boas quanto aos complexos. De não encontrar orgulho onde não devia ter. Onde diz-se não ter.
Eu estava lá quando precisei.
Eu não sei lidar com fins. Muito menos quando não os quero. E ainda tem esse tal de mundo adulto em que eu faço parte de acordos sobre manter laços, quando o mais fácil é cortá-los e curar feridas antes de reatar as pontas.
Eu não sei perder.
Eu mantenho a palavra mesmo quando me faz mal.
Eu uso meu tempo para resolver seus enigmas.
Eu passo a você um poder que não possuo sobre meu próprio mundo.
Eu vou me envergonhar disso. E vou sofrer por isso. E me considerarei forte, desprendida, humilde e boba.
E estarei lá quando eu precisar.
Porque foi essa a decisão que tomei.

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